Inadimplência no Aluguel Alcança Maior Nível em 12 Meses e Pressiona Mercado Imobiliário
Com taxa nacional de 3,59% em junho de 2025, a inadimplência locatícia atinge o maior índice do último ano. Minas Gerais acompanha a tendência, subindo para 3,57%.
Por Cubo Report – 24/08/2025 – 20:40
3,59%
O maior índice registrado nos últimos 12 meses
4,91%
Índice de inadimplência de imóveis comerciais
4,8%
A inadimplência no Nordeste cresceu significativamente, impactando o mercado local de aluguel.
3,57%
Inadimplência registrada em Minas Gerais segundo dados da Secovi-MG, um aumento de 0,83 ponto percentual em relação a Maio
O mercado de locação no Brasil enfrenta um momento crítico. Dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da plataforma Superlógica, referentes a junho de 2025, apontam que a inadimplência de aluguéis atingiu 3,59% no país — o maior índice registrado nos últimos 12 meses.
O crescimento tem sido consistente desde abril, e reflete um cenário econômico desafiador, marcado por inflação persistente, juros elevados e perda do poder de compra das famílias. O índice considera pagamentos em atraso por mais de 30 dias em contratos de locação residenciais e comerciais intermediados por imobiliárias.
Cenário Regional:
O avanço da inadimplência ocorre em praticamente todas as regiões:
- Nordeste: 4,80% (maior índice do país)
- Norte: 4,09%
- Centro-Oeste: 3,78%
- Sudeste: 3,38%
- Sul: 3,17%
Essa diferença regional reflete a variação no perfil socioeconômico da população, na formalização dos contratos e na renda média por domicílio.
Minas Gerais:
Em junho de 2025, Minas Gerais registrou uma taxa de 3,57%, segundo dados do Secovi-MG e Superlógica, configurando o maior índice do estado em 14 meses. Em maio, o percentual era de 2,74%, mostrando uma alta expressiva de 0,83 ponto percentual em apenas um mês.
Essa elevação é atribuída, principalmente, à pressão sobre o orçamento das famílias, que têm priorizado gastos essenciais como alimentação e saúde em detrimento do pagamento do aluguel.
Por faixa de valor do aluguel:
- Imóveis residenciais até R$ 1.000: 5,79% de inadimplência
- Imóveis residenciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000: 2,17%
- Imóveis residenciais acima de R$ 13.000: 6,54%
- Comerciais até R$ 1.000: 7,48%
- Comerciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000: 4,17%
A maior inadimplência concentra-se nas faixas de menor e maior valor, indicando dois públicos vulneráveis: os de baixa renda e os de alto padrão com alta exposição financeira.
Por tipo de imóvel:
- Apartamentos: 2,47%
- Casas: 3,96%
- Imóveis comerciais: 4,91%
Apartamentos apresentam o menor nível de inadimplência, por geralmente envolverem perfis de locatários mais estáveis ou contratos mais formalizados.
