Descubra Tendências que Transformam o Mercado

Análise detalhada sobre o crescimento dos contratos residenciais de curta duração e seus impactos no setor imobiliário brasileiro.

Por Cubo Report – 26/08/2025 – 14:07

Fonte: SECOVI-SP → Sindicato da Habitação, publica regularmente indicadores de locação

O mercado de locação no Brasil tem registrado uma mudança silenciosa, mas significativa: o aumento dos contratos de curta duração. Se antes a maioria dos contratos residenciais era firmada por prazos de 30 meses, dados recentes do Secovi-SP apontam que, em 2025, cerca de 22% dos novos contratos estão sendo assinados por 12 meses ou menos.

Essa tendência reflete tanto a cautela dos proprietários, que preferem revisar condições e valores com maior frequência em um cenário de instabilidade econômica, quanto a flexibilidade desejada pelos inquilinos, que buscam mobilidade diante de mudanças de emprego, renda e estilo de vida.

Segundo André Vasconcelos, especialista em direito imobiliário, “os contratos mais curtos permitem ao locador reavaliar o mercado e proteger-se de variações de inadimplência. Para o inquilino, é uma forma de não ficar preso em compromissos de longo prazo em um cenário de incertezas econômicas”.

A prática tem impacto direto nas imobiliárias, que precisam reforçar o acompanhamento de renovações e oferecer soluções rápidas de garantia locatícia, reduzindo riscos tanto para os locadores quanto para os inquilinos.

Além disso, cresce o interesse por modelos híbridos, que unem contratos de curto prazo a opções de renovação automática, trazendo equilíbrio entre segurança jurídica e flexibilidade.

Projeção: especialistas estimam que, até o final de 2025, os contratos curtos possam representar até 30% do mercado de locações residenciais nas grandes capitais brasileiras.